Risco de radiação de Chernobyl por incêndios na Rússia é pequeno

Temores de que os incêndios que atingiram as florestas próximas à Chernobyl possam reativar quantidades perigosas de resíduos radioativos e lançá-los no ar são exagerados, dizem cientistas, destacando que os riscos reais à saúde são muito pequenos.

KATE KELLAND, REUTERS

12 de agosto de 2010 | 11h41

É improvável que mesmo os bombeiros que estão combatendo as chamas na região de Bryansk, poluída pelo pó radioativo do desastre de 1986 em Chernobyl, estejam sob qualquer risco adicional de contaminação nuclear.

A quantidade de radiação na fumaça seria apenas uma fração do resíduo nuclear original, disseram eles.

"Do total de radioatividade na área, muito menos de um por cento será remobilizado", disse Jim Smith, especialista em Chernobyl e em Ciências da Terra e Meio Ambiente, na Universidade de Portsmouth, na Grã-Bretanha.

A contaminação radioativa na região vem diminuindo substancialmente nas quase duas décadas e meia desde que as explosões do reator número 4 de Chernobyl causaram o pior desastre nuclear civil da história, em 26 de abril de 1986.

"A maior parte da radioatividade está sob o solo e não será afetada pelos incêndios. Apenas uma pequena porção está na vegetação", disse Smith em entrevista por telefone. "E dessa porção, apenas uma proporção muito pequena emergirá na fumaça dos incêndios."

A agência de proteção florestal da Rússia disse na quarta-feira que os incêndios atingiram uma área de 39 quilômetros quadrados das regiões florestais poluídas pela radiação.

O Instituto para Proteção à Radiação e Segurança Nuclear da França e o Departamento Federal para a Proteção à Radiação da Alemanha disseram nesta quinta-feira que, embora parte da radiação deva reemergir na fumaça, os riscos à saúde são mínimas e não terão impacto sobre a Rússia ou os países vizinhos.

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