Ronald Biggs pedirá liberdade no Reino Unido

Segundo judiciário britânico, ele tem direito à liberdade porque cumpriu um terço de sua pena de 30 anos

Efe,

23 de abril de 2009 | 05h24

O britânico Ronnald Biggs, considerado um dos maiores ladrões da história do Reino Unido e que passou três décadas no Brasil, pedirá nesta quinta-feira, 23, a uma comissão especial que lhe conceda a liberdade antes de completar 80 anos, em agosto.

 

A chamada Comissão de Liberdade Condicional se reunirá nesta quinta-feira para estudar este pedido e decidir se recomenda ao Ministério da Justiça que liberte a Biggs, detido atualmente na prisão de Norwich, no sudeste da Inglaterra, disseram fontes judiciais.

 

Seu filho Michael, de 34 anos, disse recentemente que confia em que seu pai - que em 2001 retornou voluntariamente ao Reino Unido - seja um homem livre antes de comemorar seus 80 anos, no dia 8 de agosto.

 

O ministro da Justiça britânico, Jack Straw, terá a decisão final sobre a libertação ou não do "ladrão do século". Segundo o sistema judiciário britânico, Biggs tem direito à liberdade porque cumpriu um terço de sua pena de 30 anos.

 

Biggs foi condenado a 30 anos de prisão por sua participação no roubo a um trem dos Correios em 8 de agosto de 1963. Seu bando roubou 2,6 milhões de libras (2,9 milhões de euros), que nessa época foi a maior quantia roubada em um só assalto no Reino Unido.

 

A Polícia conseguiu deter os ladrões em janeiro de 1964. Após ser processado e condenado a 30 anos de prisão, Biggs foi para a penitenciária de Wandsworth (Londres), de onde fugiu 15 meses depois.

 

Em seguida, ele escapou para Paris, onde se submeteu a cirurgia plástica, e com um passaporte falso viajou à Austrália. Após passar por vários países, o ladrão se estabeleceu no Brasil, onde teve um filho.

 

Como a lei brasileira não permite a extradição de um homem que tenha um filho nascido no país, o Reino Unido teve problemas para conseguir fazer com que Biggs voltasse para cumprir sua pena.

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