Ronald Biggs pode ser posto em liberdade em 2009

Conhecido como "ladrão do século", britânico pede condicional após cumprir um terço da pena

Agências internacionais,

02 de outubro de 2008 | 10h39

O britânico Ronald Biggs, conhecido como o "ladrão do século" pelo assalto ao trem de Glasgow (Escócia) em 1963, pode ser posto em liberdade no próximo dia 14 de fevereiro, dia de São Valentim (Dia dos Namorados em vários países), afirmam seus parentes e amigos.   Biggs, de 79 anos e muito doente após sofrer uma apoplexia, disse que deseja morrer como um "homem livre", disseram seus familiares ao jornal "The Guardian".   "Ele está muito contente e muito encorajado com isto. Seu caso está em poder da Comissão de Liberdade Condicional", declarou Mike Gray, amigo de Biggs.   "Temos muitas esperanças de que seja um homem livre no dia de São Valentim, que será, por coincidência, a data na qual completará um terço de sua pena, incluindo o tempo que passou no Brasil e em Barbados", acrescenta Gray.   Biggs tem direito à liberdade condicional, pois cumpriu um terço de sua pena de 30 anos, segundo seus representantes legais. A Comissão de Liberdade Condicional deve considerar e decidir se concede a liberdade a Biggs no próximo ano.   Segundo o "The Guardian", os amigos de Biggs desejam conduzi-lo a um lar para idosos no norte de Londres para que ele possa ficar perto de seu filho Michael, cujo nascimento no Brasil permitiu que o pai permanecesse no país e evitou sua extradição para o Reino Unido.   Indiciado pelo roubo de 2,6 milhões de libras (3,2 milhões de euros hoje) Biggs foi detido pela polícia em 1964, mas fugiu da penitenciária 15 meses depois, quando viajou para a Austrália.   Depois de passar por vários países, o ladrão se estabeleceu no Brasil, onde teve um filho. A lei brasileira não permite a extradição de um homem que tenha um filho nascido no País. Por conta disso, o Reino Unido teve problemas para fazer com que Biggs voltasse para cumprir sua pena.   Em 2001, porém, Biggs decidiu retornar voluntariamente para o Reino Unido, onde permanece até hoje.

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