Russa teria sido internada em clínica psiquiátrica por críticas

Indignação de oposicionista com métodos violentos usados contra doentes mentais gerou 'punição' policial

OLESYA DMITRACOVA, REUTERS

30 Julho 2007 | 12h02

A integrante de um grupo oposicionistada Rússia acabou hospitalizada em uma clínica psiquiátricaporque criticou o fato de uma instituição do tipo usar métodosviolentos contra os doentes mentais, afirmou uma colega dela nasegunda-feira. Yelena Vasilyeva, que comanda o braço regional da FrenteCivil Unida, afirmou que Larisa Arap havia lhe contado, portelefone, que a polícia a tinha colocado dentro de umaambulância no dia 5 de julho e levado para um hospital daregião russa de Murmansk, perto da Finlândia. Segundo Vasilyeva, Arap recebeu drogas injetáveis contrasua vontade. "Foi por vingança que Larisa acabou dentro de um hospital",afirmou a ativista em um email enviado à Reuters. Nenhum representante da polícia quis fazer comentáriossobre o episódio. A clinica onde Arap estaria confirmou ter umpaciente com esse nome. A médica de Arap disse não poder discutir os detalhes arespeito da doença dela por telefone e pediu à Reuters queligasse para o médico chefe da clínica. Ele não compareceu aotrabalho na segunda-feira. Os ativistas da Frente Civil Unida, liderada pelo campeãode xadrez Gary Kasparov, criticam constantemente o governorusso e acusam o presidente do país, Vladimir Putin, dedestruir o sistema democrático.

Mais conteúdo sobre:
MUNDORUSSIAATIVISTAINTERNADA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.