Rússia aceita 400 monitores estrangeiros na eleição de março

Putin reduz pela metade o número de observadores, afirmando que representantes não são imparciais

Reuters,

28 de janeiro de 2008 | 11h27

A Rússia reduzirá pela metade a presença de observadores estrangeiros na eleição presidencial deste ano, em relação à mesma votação de quatro anos atrás, segundo o chefe da comissão eleitoral. O presidente Vladimir Putin, que deve fazer seu sucessor e manter sua influência, acusou observadores europeus de pleitos anteriores de não serem imparciais. Putin, que tem elevada popularidade, não pode disputar um terceiro mandato na eleição de 2 de março. "Estamos convidando cerca de 400 observadores estrangeiros", disse Vladimir Churov, chefe da comissão eleitoral, depois de assinar um grosso pacote de convites diante de jornalistas. Segundo o site da comissão eleitoral (www.cikrf.ru/international), 800 monitores de 50 países acompanharam a eleição presidencial de 2004. No final de 2007, a Odihr (órgão europeu de monitoramento eleitoral) recusou-se a acompanhar a eleição parlamentar russa, depois que as autoridades autorizaram a presença de apenas 330 monitores e retardaram a concessão de vistos. Na eleição parlamentar anterior, 1.200 monitores haviam sido autorizados. Churov disse que ainda há suspeitas sobre as intenções dos observadores estrangeiros. "Não podemos deixar de sentir preocupações sobre a forma como alguns observadores estrangeiros, já notórios por sua não aceitação do nosso Estado, estão sendo selecionados", afirmou. Entretanto, ele prometeu liberdade de ação aos observadores que sejam admitidos. Não haverá limitações para os observadores estrangeiros que aderirem à lei", disse.

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