Rússia admite incidente, mas nega explosão em submarino

Um golpe de ar comprimido danificou um tanque de lastro num submarino nuclear russo durante um reparo, mas o incidente foi insignificante, disse na sexta-feira um porta-voz naval à agência de notícias Interfax. Antes, a agência havia informado, citando fontes oficiais locais, que uma pequena explosão ocorrera. As autoridades disseram não haver vazamento de radiação, mas a vizinha Noruega decidiu investigar os níveis de radiatividade na área. Igor Dygalo, porta-voz da Marinha russa, disse que não houve explosão e que ninguém ficou ferido no incidente num estaleiro de Severodinsk, porto à beira do mar Branco. "A direção (do estaleiro) considera que foi um acidente pequeno", disse Dygalo à Interfax, acrescentando que o tanque danificado será consertado em breve. Uma fonte da agência local de proteção ambiental disse à Interfax que o nível de radiação de fundo continuou normal na área. O órgão de segurança nuclear na vizinha Noruega disse estar analisando um possível aumento da radiatividade na região, mas não fez mais comentários. Habitualmente, a Marinha russa desliga os reatores dos submarinos nucleares e retira seu combustível quando há necessidade de reparos em docas secas. A Rússia tem um histórico de acidentes --alguns fatais-- em sua frota de submarinos. Ela está sendo modernizada, mas muitas embarcações operam além da sua vida útil. No pior acidente dos últimos anos, o submarino Kursk afundou até o leito do mar de Barents, em 12 de agosto de 2000, depois de duas explosões a bordo. Todos os 118 tripulantes morreram. Em setembro do ano passado, um incêndio a bordo do submarino S. Daniel de Moscou, fundeado perto da fronteira com a Finlândia, matou dois tripulantes.

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