Rússia adverte que não será passiva ao fortalecimento da Otan

Putin diz que Moscou não permanecerá inalterada diante da "queda de braço" com as grandes potências

Efe,

20 de novembro de 2007 | 12h55

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu nesta terça-feira, 20, que Moscou não será passivo diante do fortalecimento dos recursos militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos países que a integram junto às fronteiras russas.   "Em violação dos acordos junto a nossas fronteiras aumentam os recursos militares de determinados Estados e dos países da Otan", disse Putin, citado pela agência de notícias russa Itar-Tass em reunião os altos comandantes da Forças Armadas.   O presidente ressaltou que as iniciativas russas, inclusive a de criar um sistema antimísseis comum, ficam sem resposta. "Claro, não podemos nos permitir continuarmos inalterados perante esta "queda de braço", disse Putin.   Ele advertiu que a Rússia continuará aumentando a capacidade de combate de suas forças nucleares, que "devem ser capazes de dar uma resposta rápida e adequada a qualquer agressor".   Putin disse que "é preciso buscar novas formas para neutralizar as ameaças à Rússia em estágios adiantados" e acrescentou que "Forças Armadas móveis e bem aparelhadas são a principal garantia do segurança do país".   Putin enfatizou a necessidade de dotar com novos equipamentos e armamento o Exército e a Marinha e lembrou que, de acordo com os planos do governo, serão alocados recursos vultosos. "O foco será sistemas de armamento novos e mais eficazes", acrescentou.   Putin reiterou que seu país "não cumprirá nada" do tratado de redução de Forças Armadas Convencionais na Europa (FACE), já que saiu oficialmente do acordo este ano.

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