Rússia afirma que ainda não há acordo para sistema antimísseis

Chanceler russo diz que Moscou analisará propostas "úteis" do plano proposto pelos EUA para o Leste Europeu

Agências internacionais,

18 de março de 2008 | 11h28

O ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, afirmou nesta terça-feira, 18, que a Rússia e os Estados Unidos ainda possuem diferenças sobre o projeto do sistema de defesa defendido por Washington, enquanto o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, insiste que o programa antimísseis que seria instalado no Leste Europeu não ameaça Moscou.   Após as conversar com Gates e a secretária de Estado Condoleezza Rice, Lavrov declarou durante entrevista coletiva que os EUA estão determinados em colocar o seu sistema antimísseis na Europa e que a Rússia continua sua oposição ao plano. Porém, Lavrov e Rice reiteraram que Washington e Moscou podem continuar a negociar.   "Quando temos diferenças, podemos conversar sobre elas em uma atmosfera de respeito mútuo", disse Rice, concordando com a afirmação de Lavrov de que os dois lados não chegaram a um acordo sobre a instalação. Gates ainda reiterou que o plano "não constitui uma ameaça aos russos".   O chanceler russo acredita que o sistema antimísseis americano cria riscos para a Rússia, mas afirmou que examinará as propostas "úteis" de Washington.   O Kremlin afirma que a proposta americana de instalar dez mísseis interceptores na Polônia e um radar na República Tcheca ameaçam a segurança da Rússia. O governo americano afirma que as instalações são necessárias para a defesa de um possível ataque iraniano. Os Estados Unidos querem construir um sistema que vai permitir a interceptação de mísseis balísticos. Este sistema envolve radares estacionários no Alasca e na Califórnia, nos Estados Unidos e no Reino Unido. Outro radar está planejado para a Groenlândia.   Mísseis antimísseis, ou interceptadores, estão sendo colocados no Alasca (40 deles) e Califórnia (quatro) e o plano é colocar dez deles na Polônia com um radar associado na República Checa. O sistema também prevê a instalação, em navios, de 130 mísseis interceptadores. Os interceptadores funcionam acertando fisicamente o míssil balístico.

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