Sergei Chirikov/Efe
Sergei Chirikov/Efe

Rússia anuncia usina nuclear no Irã e Hillary pede atraso em inauguração

Para secretária de Estado dos EUA, Teerã deve provar fins pacíficos de programa nuclear antes

estadao.com.br

18 de março de 2010 | 14h05

MOSCOU - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira, 18, para a Rússia atrasar a inauguração de sua usina nuclear no Irã até que esta país prove que seu programa nuclear não tem finalidades bélicas. As declarações da diplomata americana foram feitas em Moscou, onde ela se encontra com o chanceler e com o primeiro-ministro russos.

 

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Segundo Hillary, o Irã diz que tem energia nuclear para fim civis, mas acrescentou que é "cedo dar início a qualquer projeto atômico quando Teerã ainda precisa provar a natureza pacífica de seu programa". "Se provarem para o mundo ou mudarem seu comportamento por conta das sanções, então eles terão mostrado que buscar energia nuclear civil e pacífica", disse a secretária sobre o Irã.

 

Nesta quinta, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que inaugurará a usina de Bushehr, no sul do Irã, e meados do ano. Os russos pagaram um contrato de US$ 1 bilhão em 1995 para a construção do complexo. Moscou alegou que a inauguração tem sido adiada por motivos políticos, mas analistas dizem que foi usada como pretexto para pressionar o Irã a cooperar mais sobre seu programa nuclear.

 

O Ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, porém, disse que o prazo será mantido pela Rússia. "O projeto será completado, e agora já entramos em uma fase final das preparações tecnológicas", disse. O chanceler acredita que a usina é fundamental para fazer com que o Irã cumpra suas obrigações perante a Agência Internacional de Energia Atômica como membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

 

A Rússia é uma das seis potências mundiais que pressiona o Irã por maiores cooperação e transparência com a AIEA, mas não apoia com vigor as atuais sanções propostas pelo Conselho de Segurança da ONU, já que mantém boas relações com o país persa.

 

Três pacotes de sanções foram apoiados pela Rússia, mas Moscou afirmou que só respaldará novas medidas se estas não prejudicarem a população iraniana. Como membro permanente do Conselho de Segurança, os russos tem poder de veto sobre as sanções.

 

(Com agências internacionais)

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