Rússia apóia proposta de Sarkozy para ampliação do G8

Presidente francês defende o G-13, com inclusão de Brasil, México, África do Sul, China e Índia

Efe,

28 de agosto de 2007 | 19h17

A Rússia apoiou nesta terça-feira, 28, a proposta do presidente francês, Nicolas Sarkozy, para que o Grupo dos Sete Países Mais Industrializados do Mundo e a Rússia (G8), seja ampliado, e passe a conter até treze membros permanentes, com a inclusão de Brasil, China, Índia, México e África do Sul. "É evidente que os problemas globais não podem ser resolvidos com sucesso sem a participação dos grandes países da Ásia, África e América Latina que se desenvolvem de forma dinâmica", declarou o Ministério de Assuntos Exteriores russo. A Chancelaria russa indicou que Moscou, que no ano passado ocupou a presidência rotativa do G8 - integrado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia -, apóia o diálogo com os cinco países, cuja entrada no grupo foi proposta por Sarkozy. "O G8, como importante elemento do mecanismo informal de liderança coletiva dos Estados mais desenvolvidos do mundo, deve ser mais representativo, dos pontos de vista geográfico e cultural", disse o porta-voz do Ministério de Exteriores russo, Mikhail Kamynin. Ele acrescentou que o trabalho do G8 já evolui sob o "crescente impacto dos fatores da globalização", o que coloca o grupo diante "da necessidade de uma maior abertura e democratização". "A Rússia sempre partiu da premissa de que sua participação no G8 contribui para consolidar os enfoques multilaterais nas relações internacionais", apontou o porta-voz. Kamynin não comentou outra proposta de Sarkozy, para que o novo Conselho de Segurança da ONU passe a contar entre seus membros permanentes com Alemanha, Brasil, Índia e Japão, além de "uma justa representação da África".

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaSarkozyG8Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.