Rússia bombardeia Tbilisi e Bush diz que ofensiva é 'inaceitável'

Presidência dos EUA afirma que governo da Geórgia não pode deixar ofensiva russa sem resposta

Agências internacionais,

10 de agosto de 2008 | 22h27

Aviões do Exército russo bombardearam, nas primeiras horas de segunda-feira, bases militares e radares próximos à Tbilisi, capital da Geórgia, segundo informações do Ministério do Interior georgiano. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que está em Pequim, afirmou nesta segunda-feira, 11, que o ataque militar russo é "inaceitável".   Bush defendeu o direito de a Geórgia se defender da ofensiva militar russa que considera "desproporcional". Antes, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, havia se solidarizado com o presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, afirmando que os ataques russos não poderiam ficar sem respostas. O conflito na região do Cáucaso começou na sexta-feira, quando tropas da Geórgia invadiram a região da Ossétia do Sul, que busca a independência e onde boa parte da população é russa.   Veja também: Rússia ataca Gori; Cruz Vermelha enviará remédios à Georgia UE anuncia envio de ajuda humanitária à Ossétia do Sul ONU pede corredor humanitário para os civis da Ossétia do Sul Otan diz que Rússia violou integridade territorial na Geórgia Geórgia anuncia retirada de tropas da capital da Ossétia do Sul Entenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito    De acordo com as primeiras informações do governo da Geórgia, "foram duas bombas. Uma na base militar de Kojori e outra em Makhata." Apesar do bombardeio, não havia informações sobre mortos ou feridos, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Shota Utiashvili. Ainda de acordo com o ministério, as explosões puderam ser ouvidas do centro da capital Tbilisi.   Uma porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Tbilisi disse que cerca de 10 mil pessoas viram-se obrigadas a abandonar suas casas por causa do conflito entre a Geórgia e a Rússia. Referindo-se a estimativas sobre o número de refugiados que fugiram da Ossétia do Sul para a Rússia, a porta-voz Maia Kardava disse que "a cifra de 30 mil parece ser verdadeira. Dentro da Geórgia, são mais de 10 mil". Com isso, seriam 40 mil os refugiados do conflito.  

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