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Rússia conclui apuração e Medvedev recebe 70,28% dos votos

Comunista Gennady Zyuganov fica em segundo com 17,72%, seguido pelo ultranacionalista Zhirinovsky, com 9,34%

Associated Press e Agência Estado,

04 de março de 2008 | 10h08

Dmitry Medvedev venceu as eleições presidenciais russas com 70,28% dos votos, segundo números preliminares finais divulgados nesta terça-feira, 4. O chefe da Comissão Central Eleitoral, Vladimir Churov, afirmou que o comparecimento às urnas foi de 69,78%.   Veja também:   Medvedev: um presidente à sombra de Putin   O líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov, ficou em segundo com 17,72%, seguido pelo ultranacionalista Vladimir Zhirinovsky, com 9,34%, e Andrei Bogdanov, com 1,29%. Os resultados finais definitivos, depois de resolvidas todas as apelações, devem ser conhecidos nos próximos dias.   Conforme anunciado pelo presidente Vladimir Putin, cuja popularidade supera 70%, Medvedev o nomeará primeiro-ministro, função que se deslocará para o centro do poder na Rússia. Eleito em 2000 e reeleito em 2004, Putin não podia mais, pela lei, candidatar-se a presidente.   Observadores ocidentais criticaram as eleições russas na segunda-feira, 3, afirmando que elas não foram totalmente justas nem democráticas. "Os resultados das eleições presidenciais (...) foram um reflexo da vontade de um eleitorado cujo potencial democrático infelizmente não foi preenchido", disse Andreas Gross, chefe do grupo de monitoramento da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE, na sigla em inglês). Eles afirmaram, no entanto, que o resultado refletiu amplamente a vontade popular.   Gross acrescentou que as falhas vistas nas eleições parlamentares russas de dezembro se repetiram. "O acesso igualitário dos candidatos à mídia não melhorou", disse. Os Observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) se recusaram a monitorar a eleição russa de domingo, alegando falta de cooperação oficial. Os liberais classificaram a eleição como uma farsa, e afirmaram que elas foram manipuladas pelo Kremlin nos bastidores.   Assim que a contagem de votos começou, Zyuganov e Jirinovski anunciaram que entrariam com ações na Justiça denunciando fraude nas eleições. "Nunca vimos esse tipo de atrevimento antes, tanta cédula sendo enfiada nas urnas", disse o secretário do Comitê Central do Partido Comunista, Valery Rashkin. Segundo ele, houve irregularidades em várias cidades. Muitos funcionários públicos disseram ter sido pressionados por seus chefes a votar em Medvedev.   (com agências internacionais)

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