Rússia corre para salvar nave espacial presa em órbita baixa

A Rússia corria na quinta-feira para salvar uma nave espacial com destino a uma lua de Marte que está presa na órbita da Terra, com poucos dias disponíveis para corrigir o problema em sua primeira missão interplanetária em 15 anos.

ALISSA DE CARBONNEL, REUTERS

10 de novembro de 2011 | 13h01

Até agora, os controladores russos não conseguiram estabelecer contato com a nave não tripulada de 163 milhões de dólares, deixando pouca esperança de recuperação da ambiciosa missão que visava reafirmar o lugar da Rússia na linha de frente da exploração espacial.

Após o lançamento a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, no início de quarta-feira, a sonda Phobos-Grunt ficou presa em uma órbita perigosamente baixa, com risco de eventualmente cair de volta à Terra.

A agência espacial da Rússia disse que tinha pelo menos três dias para tentar corrigir o problema e orientar a sonda para seu caminho certo, e fará outra tentativa quando ela passar sobre Baikonur mais tarde nesta quinta-feira, segundo um porta-voz.

Uma falha logo após a decolagem na missão de três anos para trazer ao solo da lua marciana Fobos seria um grande golpe para o orgulho da indústria espacial russa, somando-se a uma série humilhante de contratempos.

"Até agora todos os esforços para se comunicar com a nave não tiveram sucesso," disse à Reuters o cientista líder da missão, Alexander Zakharov, do Instituto de Pesquisa Espacial de Moscou.

"Eles estão tentando de tudo, incluindo métodos visuais, para tentar avaliar o que está errado com ela, mas está claro que a situação não inspira muita esperança."

Especialistas dizem que os problemas pós-lançamento estão ligados ao computador de bordo da nave, que não conseguiu disparar dois dispositivos de queima de motor para enviá-la em sua trajetória em direção a Marte.

Tudo o que sabemos sobre:
RUSSIANAVEESPACIALORBITA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.