Rússia corta número de observadores em eleição parlamentar

Kremlin pede que observadores internacionais não intervenham no pleito, que acontecerá em dezembro

REUTERS

31 de outubro de 2007 | 15h22

O Kremlin advertiu organizações estrangeiras nesta quarta-feira, 31, para que não tentem interferir nas eleições parlamentares russas de dezembro, cortando drasticamente o número de observadores internacionais com permissão para assistir ao pleito.  "Nenhum país aceita tentativas externas de influência", disse Dmitry Peskov, vice-porta-voz do Kremlin, numa entrevista coletiva. "É uma questão de soberania." As declarações de Peskov foram dadas depois da denúncia da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) de que Moscou tinha imposto restrições "sem precedentes" a sua missão de observação das eleições de 2 de dezembro. O pleito é encarado como um referendo dos quase oito anos de governo do presidente Vladimir Putin. As pesquisas indicam que o bloco Rússia Unida, de Putin, conquistará a enorme maioria das cadeiras, mas a oposição reclama que o apoio de Putin torna a disputa injusta. Urdur Gunnarsdottir, representante da OSCE, afirmou que a Rússia convidou um número máximo de 70 observadores para uma missão de curta duração para observar a eleição - menos de 25% do número enviado nas últimas eleições do tipo, em 2003. A duração da missão também é menor do que no caso anterior.

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