Rússia critica novas sanções econômicas da União Europeia contra o Irã

Moscou considera inaceitáveis 'medidas tomadas fora da ONU' e as classifica como 'desdenhosas'

BBC

27 de julho de 2010 | 09h15

MOSCOU - O governo da Rússia classificou nesta terça-feira, 27, as novas sanções econômicas da União Europeia contra o Irã como "inaceitáveis", alegando que as medidas prejudicam os esforços internacionais para frear as ambições nucleares de Teerã.

 

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Na segunda-feira, o bloco aprovou novas sanções contra o comércio exterior e os setores bancário e energético iranianos. O Ministério de Exteriores do Irã condenou as "lamentáveis" sanções e disse que elas não impediriam a continuidade do programa nuclear do país.

 

As medidas adotadas pela União Europeia vão além do quarto pacote de restrições aprovado em junho pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Elas incluem a proibição de negociações com bancos e companhias de seguros iranianas, assim como investimentos nos setores de gás e petróleo.

 

"Essas sanções não ajudarão a retomada das negociações nem afetarão a determinação iraniana de defender seu direito legítimo de ter um programa nuclear pacífico", disse o ministro de Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.

 

"Desdenhoso"

 

A Rússia, uma das seis potências mundiais que negocia com o Irã, apoiou as sanções da ONU, mas se posicionou contra a aprovação de restrições unilaterais realizadas posteriormente.

 

"Isso só prejudica nossos esforços de procurar uma solução política e diplomática em torno do programa nuclear do Irã, mas também mostra o desdém pelas cuidadosamente preparadas e coordenadas provisões da resolução Conselho de Segurança da ONU", disse a chancelaria do Kremlin por meio de comunicado. "Sanções foram do órgão são inaceitáveis", finaliza a nota.

 

O Irã já sofreu quatro imposições de sanções da ONU por conta de sua recusa em paralisar o enriquecimento de urânio. Teerã diz que mantém o programa atômico para fins puramente pacíficos, mas as potências ocidentais acreditam que haja projetos de armamentos entra as ambições nucleares do país.

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