Rússia declara guerra contra o terrorismo

Presidente Dmitri Medvedev diz que país 'seguirá com operações antiterroristas até o final'

Efe

29 de março de 2010 | 08h48

MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou guerra contra o terrorismo nesta segunda-feira, 29, depois que dois atentados suicidas mataram ao menos 38 pessoas no metrô de Moscou. O primeiro-ministro Vladimir Putin, por sua vez, garantiu que "liquidará" os terroristas.

 

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Por meio de comunicado divulgado pelo Kremlin, Medvedev prometeu não descansar enquanto o terrorismo for erradicado do país. "A política de esmagamento do terror em nosso país e a luta contra os terroristas continuará. Prosseguiremos as operações contra os terroristas sem vacilações e até o final", disse.

 

O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", segundo as agências russas. "Isto, evidentemente, é a continuação da atividade terrorista", disse Medvedev. O mandatário lamentou que as medidas antiterroristas adotadas até agora fossem "obviamente insuficientes".

 

O presidente russo ressaltou a importância de "reforçar" a segurança antiterrorismo e aplicar essas medidas não só na escala local mas nacional. "Prevenir atentados desta classe é um assunto complicado, da mesma forma que garantir a segurança no transporte", disse.

 

O chefe do Kremlin pediu às forças de segurança para "controlarem com firmeza a situação, mas sem violar os direitos dos cidadãos". Ele ainda pediu às autoridades que ofereçam toda a ajuda necessária às vítimas, a seus parentes e a outros afetados pelo pânico causado pelo atentado.

 

Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da Polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.

 

Tolerância zero

 

O premiê Putin também prometeu uma política de tolerância zero com o terrorismo. "Tenho certeza de que os órgãos de segurança farão tudo o que puderem para encontrar e punir os criminosos. Os terroristas serão liquidados", afirmou o primeiro-ministro, na cidade siberiana de Krasnoyarsk, durante uma videoconferência.

 

Segundo Putin, o atentado "foi horrível por suas consequências e repugnante pelo caráter do crime cometido contra civis". "Só com esforços conjuntos conseguiremos derrotar os grupos clandestinos e vencer esse mal", declarou Putin, que suspendeu sua visita e voltará com urgência à capital russa. O premiê também manifestou a intenção de aprovar indenizações para as famílias das vítimas antes do fim do dia.

 

Nenhum grupo reivindicou os ataques desta segunda-feira, mas os investigadores acreditam que as duas mulheres responsáveis pelas explosões sejam provenientes da região do Cáucaso. Nessa área, há uma crescente insurgência islâmica da Chechênia que se espalha para as regiões autônomas da Inguchétia e do Daguestão.

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