Rússia desmente boato de venda de mísseis antiaéreos à Síria

Imprensa israelense havia acusado europeus de fornecer armamentos ao árabes por meio de acordo

Efe,

16 de outubro de 2009 | 13h38

O governo da Rússia desmentiu nesta sexta-feira, 16, as informações divulgadas pela imprensa israelense sobre a venda à Síria de mísseis de cruzeiro antiaéreo supersônicos "Yakhont", com alcance de até 300 quilômetros.

 

"Não fornecemos mísseis Yakhont à Síria e num futuro próximo não iremos exportá-los", assegurou à agência Interfax um representante da indústria militar russa. Segundo a imprensa israelense, a Rússia poderia ter vendido à Síria os mísseis mar-mar dentro do programa bilateral de cooperação militar, o que preocupa o governo de Tel Aviv, devido às características táticas do foguete.

 

No mês passado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma visita secreta à Rússia para analisar com o Kremlin os acordos que tem com a Síria e o Irã, e a transferência de armamento militar ao Hezbollah, segundo a imprensa israelense.

 

Preocupa Israel a possibilidade da venda por parte da Rússia ao Teerã de mísseis antiaéreos S-300 para defender as instalações nucleares iranianas de um eventual ataque israelense, assim como de foguetes. Segundo fontes russas, Damasco pretende comprar em breve um sistema completo de defesa antiaérea.

 

Anteriormente, a Rússia vendeu à Síria mísseis anticarro que, segundo reconheceu o então vice-primeiro-ministro e titular da Defesa, Serguei Ivanov, caíram em mãos libanesas da guerrilha do Hezbollah, que os utilizou em combates contra Israel.

 

Segundo a imprensa, Moscou forneceu a Damasco sistemas antiaéreos Strelets, mísseis anticarro Kornet e Metis, caças Su-27, interceptores Mig-31 e helicópteros Ka-28, e modernizou mais de 120 tanques T-72 e outra técnica militar do Exército sírio. Além disso, a Síria deseja comprar os modernos sistemas de defesa aérea Pantsir-S1 e Buk-M1-2 e os caças Mig-29 SMT.

 

A Rússia ressaltou que vende à Síria armamento defensivo e resiste em negociar armas ofensivas, como os mísseis tático-operacionais Iskaner.

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