Rússia desmente que navio desaparecido tenha sido avistado

As informações de que um navio mercante desaparecido havia sido localizado na costa das ilhas de Cabo Verde, no Oceano Atlântico, são infundadas, informou nesta sexta-feira a agência russa de notícias RIA, citando como fonte um enviado russo ao país africano.

REUTERS

14 de agosto de 2009 | 19h55

O desaparecimento do navio Artic Sea, com seus 15 tripulantes russos, desconcertou as autoridades na Europa e norte da África. A Rússia enviou embarcações à região para localizá-lo.

A agência de notícias portuguesa Lusa informou que o cargueiro de 4.000 toneladas estava a 400 milhas náuticas do arquipélago de Cabo Verde, situado no oeste da África, enquanto a França dizia ter informações de algo avistado que poderia ser o Artic Sea.

"Havia a informação de que um navio cargueiro semelhante ao que está sendo procurado tinha sido avistado 400 milhas náuticas ao norte da ilha de Santo Antão", afirmou o embaixador russo em Cabo Verde, Alexander Karpushin, segundo a RIA.

"No entanto, ficou comprovado que essa informação não era verdadeira", disse ele, citando uma reunião com o chefe das Forças Armadas de Cabo Verde.

Antes disso, a Lusa reportara declarações do diretor-geral de Defesa de Cabo Verde, Pedro Reis, de que o navio estava em águas internacionais ao norte de São Vicente, uma ilha cabo-verdiana, perto de Santo Antão.

Um porta-voz naval francês disse que a informação sobre a localização de um navio com descrição semelhante à do Artic Sea ao norte de Cabo Verde fora passada pela Rússia e por Malta.

As indicações de que a embarcação estava a norte de Cabo Verde teriam corroborado relatos de que ele se dirigia para o Atlântico.

No entanto, o major António Monteiro, comandante do esquadrão naval da Guarda-Costeira de Cabo Verde, disse que ele não poderia confirmar a informação sobre a passagem do cargueiro pela costa norte do país.

O navio tem registro em Malta, transporta uma carga de madeira no valor de 1,3 milhão de dólares e deveria ter atracado no dia 4 de agosto no porto argelino de Bejaia. Nunca chegou, e acredita-se que tenha feito contato pela última vez de uma posição na altura da costa francesa.

A preocupação com a tripulação russa surgiu depois que a Autoridade Marítima de Malta disse ter recebido informações de que o navio havia sido abordado por homens mascarados que disseram ser da polícia antidrogas, em águas suecas, em 24 de julho.

Nesta sexta-feira, no entanto, a Comissão Européia expressou dúvidas sobre a possibilidade de o cargueiro ter sido tomado por piratas.

(Reportagem de Conor Humphries em Moscou, Axel Bugge em Lisboa, Álvaro Ludgero Andrade em Praia, e Sophie Hardach em Paris)

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