Rússia deve evitar nova Guerra Fria, diz Reino Unido

G7 deve revisar relações com Moscou, afirma secretário do Exterior britânico; Dick Cheney viajará à Geórgia

Agências internacionais,

27 de agosto de 2008 | 16h05

O secretário do Exterior britânico, David Miliband, declarou nesta quarta-feira, 27, que a Rússia não deve iniciar uma nova Guerra Fria. "Não queremos outra Guerra Fria e o presidente da Rússia tem a responsabilidade de não iniciar o conflito, ainda que diga que não o teme", afirmou Miliband na Ucrânia, primeiro país que visita para formar "a maior coalização possível contra a agressão russa na Geórgia."   Veja também: Rússia busca apoio da China para política contra a Geórgia Conflito no Cáucaso aumenta tensão em ex-nações soviéticas Medvedev afirma que não buscou conflito   Otan e UE condenam reconhecimento russo Entenda o conflito separatista na Geórgia   Ele reiterou que considera "inaceitável e injustificável" a decisão de Moscou de reconhecer a independência das duas províncias separatistas da Geórgia - Abkházia e Ossétia do Sul -, e confirmou seu apoio à integridade do território georgiano.   Miliband afirmou ainda que diante dessa nova situação, os países membros do Grupo dos 7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino, França, Canadá e Itália) devem revisar suas relações com a Rússia. "Devemos revisar a natureza de nossas relações com a Rússia", ainda que sem buscar seu "isolamento internacional", que não seria "prudente", acrescentou.   Apoio americano   Ainda nesta quarta-feira, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, disse que as ações russas na Geórgia são um "assalto injustificável" e prometeu assegurar a integridade territorial da Geórgia, país aliado americano.   "Vamos trabalhar com nossos aliados para garantir a integridade territorial da Geórgia como uma nação livre e independente", afirmou o vice-presidente americano em um encontro com veteranos das Forças Armadas em Phoenix, nos EUA.   Ao mesmo tempo, o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto disse que os Estados Unidos, a Europa e seus aliados justificará para Rússia que sua decisão de reconhecer os separatistas "é muito limitada". Ele falou com repórteres durante um vôo com o presidente americano George W. Bush. "Acredito que a Rússia entendeu nossa mensagem", continuou.   Cheney será enviado para Tbilisi, capital georgiana, na próxima semana. "O povo da Geórgia conquistou sua independência depois de anos de tirania e pode contar com a amizade dos Estados Unidos", concluiu o vice-presidente.

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