Rússia diz à Otan para ficar longe da Síria

A Rússia disse à Otan e às potências mundiais nesta terça-feira que não devem buscar formas de interferir no conflito sírio ou instalar zonas de proteção entre rebeldes e forças do governo.

Reuters

02 de outubro de 2012 | 09h18

A declaração do vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Gennady Gatilov, foi um dos alertas mais específicos do governo russo até agora para líderes do Ocidente e do Golfo Pérsico para se manterem fora do conflito, que já dura 18 meses.

"Em nossos contatos com parceiros da Otan e na região, estamos pedindo a eles que não busquem pretextos para estabelecer um cenário militar ou introduzir iniciativas como corredores humanitários ou zonas de proteção", disse Gatilov, de acordo com a agência de notícias Interfax.

A Rússia e a China vetaram três resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o presidente sírio, Bashar al-Assad, e bloquearam tentativas do Ocidente de impor sanções ao país ou intervir de forma mais direta no conflito.

A Turquia, vizinha da Síria, propôs a ideia de criar "zonas de segurança" dentro do território sírio para proteger civis, mas isso também teria de ser aprovado pelo Conselho de Segurança.

Gatilov pediu sobriedade entre a Síria e a Turquia, que faz parte da Otan e tornou-se um dos maiores críticos de Assad.

"Nós acreditamos que ambas as autoridades sírias e turcas devem exercer o máximo de restrição nesta situação, levando em consideração o crescente número de radicais entre a oposição síria que podem intencionalmente provocar conflitos na fronteira", disse Gatilov, segundo a agência de notícias russa.

(Reportagem de Gabriela Baczynska)

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