Rússia diz que acusações dos EUA sobre tratado nuclear são "infundadas"

Acusações acontecem durante pior crise entre Oriente e Ocidente desde a Guerra Fria

REUTERS

30 Julho 2014 | 16h40

A Rússia rejeitou nesta quarta-feira como “infundadas” as acusações de Washington de que violou o Tratado de Armas Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), e disse ter suas próprias queixas contra os Estados Unidos a respeito do tratado.

“Acumulamos uma série de queixas contra os EUA no contexto do Tratado de Armas Nucleares de Alcance Intermediário. Isso inclui...a produção por norte-americanos de drones (aviões não-tripulados) armados, que ... entram na categoria de mísseis de cruzeiro terrestres, como definido no Tratado”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em comunicado.

O ministério reagia às alegações de Washington de que Moscou infringiu o acordo de 1988.

A troca de acusações aconteceu em meio ao pior racha entre o Oriente e Ocidente desde o final da Guerra Fria, em consequência do papel russo na crise da Ucrânia e das sanções de EUA e União Europeia contra Moscou.

O tratado foi concebido para eliminar mísseis de cruzeiro terrestres com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. Os EUA solicitaram conversas de alto escalão, mas o Ministério das Relações Exteriores russo disse nesta quarta-feira que os problemas sobre o tratado deveriam ser resolvidos “nos termos vigentes”.

Ainda nesta quarta-feira, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou que os EUA informaram os embaixadores dos 27 outros países da organização sobre a convicção de que a Rússia está violando suas obrigações com o tratado.

"A Rússia deveria trabalhar de maneira construtiva para solucionar esta questão crítica do tratado e preservar a viabilidade do INF voltando ao seu pleno cumprimento de maneira verificável”, disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, em um comunicado.

(Por Vladimir Soldatkin; reportagem adicional de Adrian Croft em Bruxelas)

Mais conteúdo sobre:
RUSSIA ACUSACAO EUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.