Rússia diz que adesão da Geórgia à Otan motivará separatistas

Chanceler russo alerta que entrada do vizinho no bloco levará a confrontos na Ossétia do Sul e Abkházia

REUTERS

06 de junho de 2008 | 10h26

O chanceler russo, Sergei Lavrov, condenou nesta sexta-feira, 6, iniciativas georgianas para aderir à Otan, dizendo que isso pode levar a confrontos nas regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia. "Reiteramos nosso forte interesse em ver esses conflitos resolvidos", disse Lavrov em São Petersburgo, por teleconferência, depois de uma reunião entre líderes dos dois países, aproveitando a realização de um fórum econômico. "Declaramos que isso não pode ser obtido deslocando-se artificialmente a Geórgia para dentro da Otan, porque isso levaria a uma outra espiral de confrontos na área", acrescentou. De acordo com Lavrov, o presidente russo, Dmitry Medvedev, pressionou seu colega georgiano, Mikheil Saakashvili, a assinar um compromisso de não usar a força contra os separatistas da Abkházia e Ossétia do Sul, apoiados por Moscou. Essas duas regiões pertencem à ex-república soviética da Geórgia, mas na prática estão fora do controle de Tbilisi, que acusa Moscou de anexá-las e alimentar as tensões. A Otan prometeu à Geórgia que o país um dia poderá entrar para a aliança militar ocidental, embora ainda não haja previsão de datas. Moscou, que tradicionalmente vê a Geórgia como parte da sua esfera de influência, diz que a adesão à Otan ameaçaria a segurança russa. Os russos suspeitam que a Geórgia esteja planejando um ataque contra as regiões separatistas.

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