Rússia diz que investimento militar é prioridade após guerra

A modernização das Forças Armadas daRússia tornou-se uma prioridade fundamental do país depois daguerra com a Geórgia, afirmou nesta quinta-feira o presidenterusso, Dmitry Medvedev. "Agora, precisamos nos concentrar em reequipar nossasForças Armadas", disse o presidente em um encontro comautoridades da área de defesa realizado no Kremlin. "Faremosisso de forma consistente e meticulosa." O Exército russo esmagou as forças georgianas em uma breveguerra iniciada no mês passado depois de a Geórgia ter enviadoseus soldados para retomar o controle sobre a Provínciaseparatista da Ossétia do Sul, pró-Rússia. Pouco depois da trégua firmada no dia 12 de agosto, o líderrusso rebateu as críticas vindas do Ocidente por conta dainvasão e elogiou seus militares em vista da operaçãobem-sucedida. Medvedev, no entanto, disse que a campanha trouxe à tonaproblemas com as armas e outros equipamentos do Exército. Odirigente prometeu responder a essas deficiências. "Não há dúvida de que nossa decisão (de reequipar as ForçasArmadas) foi influenciada pelos eventos ocorridos no Cáucaso",afirmou. "Esses eventos fizeram dessa tarefa uma de nossasmaiores prioridades para os próximos anos." O antecessor de Medvedev, Vladimir Putin, hojeprimeiro-ministro da Rússia, investiu um grande montante deenergia e dinheiro para recuperar um aparato militar bastanteprejudicado pelos anos de negligência e falta de verbas que seseguiram ao colapso da União Soviética. Criar um contingente militar moderno e poderoso é algoconsiderado pelo governo russo um elemento importante darecuperação nacional alimentada por vários anos de fortecrescimento econômico. Durante o governo Putin, as Forças Armadas retomaram arealização de manobras no exterior, entre as quais vôos combombardeiros estratégicos por sobre o oceano Atlântico. Osrussos começaram ainda a realizar grandes exercícios detreinamento, inclusive com aliados como a China. Em meio a um novo surto de tensão com o Ocidente, Medvedevenviou navios de guerra para realizarem exercícios com aVenezuela, um inimigo declarado do maior crítico da Rússia, osEUA. O presidente russo também mandou dois bombardeirosestratégicos ao território venezuelano, nesta semana,realizando uma manobra que deve deixar insatisfeito o governonorte-americano. "Daremos prosseguimento aos exercícios militares em outroslugares também", afirmou. "Isso trará apenas benefícios àsForças Armadas da Rússia." (Por Oleg Shchedrov)

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