Rússia diz que liderança síria cometeu 'muitíssimos erros'

A liderança síria cometeu "muitíssimos erros" que levaram ao agravamento da crise, disse o chanceler da Rússia, em declarações que sugerem um afastamento de Moscou em relação ao seu aliado Bashar al Assad, presidente da Síria, que está cada vez mais isolado internacionalmente.

REUTERS

20 Março 2012 | 18h30

Em entrevista transmitida na terça-feira por uma rádio de Moscou, Sergei Lavrov fez algumas das declarações mais duras da Rússia contra Assad em um ano de repressão do regime sírio a manifestantes pró-democracia. Mas o ministro também lançou críticas ao Ocidente, e reiterou a posição russa de que a saída de Assad não pode ser uma pré-condição para a solução da crise.

"Acreditamos que a liderança síria reagiu erradamente à primeira aparição de protestos pacíficos, e, apesar de fazer repetidas promessas em resposta aos nossos apelos, a liderança síria está cometendo muitíssimos erros", afirmou.

"As coisas que ele está fazendo na direção correta, está fazendo tarde", afirmou. "Isso, infelizmente, levou sob muitos aspectos o conflito a chegar a tal estágio severo."

A Rússia nos últimos meses se juntou à China para vetar duas resoluções do Conselho de Segurança sobre a Síria, alegando que elas poderiam abrir caminho para uma intervenção militar internacional, nos moldes do que ocorreu na Líbia.

Lavrov disse que a Rússia está disposta a aceitar uma proposta de declaração do Conselho que apoia a iniciativa de paz do enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, desde que isso não sirva "como um ultimato".

(Por Steve Gutterman)

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