Rússia diz que não planeja instalar bases no exterior

Governo rechaça rumores de que poderia usar Cuba para posicionar bombardeiros como na Guerra Fria

Agências internacionais,

24 de julho de 2008 | 11h58

O governo russo afirmou nesta quinta-feira, 24, que não tem planos de abrir nenhum base militar no estrangeiro e negou a possibilidade de posicionar bombardeiros em Cuba, como afirmou no início desta semana um jornal do país.   Veja também: Rússia pode posicionar bombardeiros em Cuba, diz jornal Cuba não deve explicação sobre eventual base russa, diz Fidel   O jornal russo Izvestia disse que a Rússia poderia levar para Cuba seus bombardeiros supersônicos Tu-160 (os "Cisnes Brancos", com capacidade para transportar ogivas nucleares), em reação à eventual instalação de um escudo antimísseis dos EUA no Leste Europeu.   "A Rússia, guiada por políticas pacíficas, não está construindo bases militares em suas fronteiras e outros países", afirmaram as agências de notícias russas citando Ilshat Baichurin, chefe do Departamento de Informação do Ministério de Defesa russo.   A reportagem relembra a crise do mísseis de Cuba em 1962, que quase desencadeou um conflito nuclear entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética. Segundo a BBC, o incidente teve início quando aviões de espionagem americanos descobriram bases de mísseis soviéticos em Cuba, a pouca distância dos Estados Unidos. A decisão do governo soviético de enviar os mísseis a Cuba foi, na época, vista como uma resposta à expansão dos mísseis americanos na Europa.   Na terça-feira. o brigadeiro americano Norton Schwartz disse ao Senado dos EUA que a hipótese de reabastecimento dos bombardeiros russos em Cuba "indica que é algo que cruza um limite, cruza uma linha vermelha para os Estados Unidos da América".   O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou em artigo, na quarta-feira, que Cuba não precisaria se explicar pelos rumores do uso da ilha comunista como base de reabastecimento dos aviões militares "Raúl (Castro, atual presidente e irmão de Fidel) fez muito bem em manter um silêncio digno", escreveu Fidel, de 81 anos, que costuma publicar textos opinativos desde que deixou o poder, por motivos de saúde.

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