Rússia e AIEA criam banco internacional de urânio pouco enriquecido

Órgão será alternativa para países que buscam fins pacíficos com seus programa nucleares

Reuters

29 de março de 2010 | 11h28

VIENA - O governo da Rússia e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) criaram nesta segunda-feira, 29, o primeiro banco mundial de combustível nuclear. O objetivo do novo órgão é diminuir a carência de urânio enriquecido a baixo nível usado em reatores por conta do atrasos na entregas do material

 

Uma vez que esteja operando, a reserva incentivará os países que buscam programas nucleares pacíficos a procurar fontes externas para o material em vez de manter um processo de enriquecimento de urânio. Ao mesmo tempo, o banco funcionará apenas como um repositor para países que tiveram suas encomendas atrasadas por quaisquer motivos, mas principalmente por disputas políticas.

 

O enriquecimento de urânio é capaz de produzir material tanto para reatores nucleares quanto para armas de destruição em massa. O temor de que o Irã mantenha um programa nuclear para criar um arsenal atômico deu ímpeto à ideia, assinada pelo chefe da agência atômica russa, Sergey Kirienko, e pelo chefe da AIEA, Yukiya Amano.

 

"As reservas para o centro internacional de enriquecimento de urânio será assegurado, garantido, e não terá limitações políticas", disse Kirienko. Segundo ele, 30% do estoque de 120 toneladas de urânio pouco enriquecido deverão estar prontos em um ano. O centro de distribuição ficará localizado na Sibéria.

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