Rússia e EUA firmam acordo para reduzir risco nuclear

A Rússia e os Estados Unidos decidiram juntos nesta terça-feira estudar a possibilidade de reduzir o risco de proliferação nuclear decorrente dos reatores de pesquisas russos, convertendo-os para que usem como combustível urânio de baixo grau de enriquecimento (LEU).

STEVE GUTTERMAN, REUTERS

07 de dezembro de 2010 | 13h05

O subsecretário de Energia dos EUA. Daniel Poneman. assinou o acordo com o chefe da corporação nuclear estatal russa Rosatom, Sergei Kiriyenko, durante visita voltada a fomentar a cooperação sobre segurança nuclear e energia atômica pacífica.

A Rússia tem dezenas de reatores de pesquisas que utilizam urânio de alto grau de enriquecimento (HEU) como combustível, suscitando receios de que o combustível possa cair nas mãos erradas e ser usado para produzir armas nucleares.

Especialistas dizem que a conversão dos reatores para que usem LEU, como já foi feito com alguns reatores nos Estados Unidos e outros países, reduziria esse risco significativamente.

A conversão "já está adiantada" nos Estados Unidos e é "a coisa certa a fazer em todo o mundo", disse Poneman em briefing à imprensa, após a assinatura do acordo.

Kiriyenko afirmou que "não há risco" de terroristas terem acesso a reatores de pesquisas nos EUA ou Rússia.

Desde a queda da União Soviética, em 1991, os EUA vêm ajudando a financiar o que especialistas nucleares dizem ser importantes aperfeiçoamentos na segurança dos materiais potencialmente utilizáveis para a produção de bombas na Rússia, mas restam receios quanto a possíveis rupturas da segurança, talvez envolvendo pessoas com acesso aos materiais.

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