Rússia extradita militar israelense condenado na Colômbia

Yair Gal Klein é acusado de treinar paramilitares e atuar como mercenário para o cartel de drogas de Medelín

REUTERS

12 de março de 2008 | 09h24

A Rússia vai extraditar um ex-oficial do Exército de Israel para a Colômbia, onde ele foi condenado por treinar paramilitares, disse na quarta-feira, 12, uma porta-voz da corte da cidade de Moscou. A polícia russa deteve Yair Gal Klein num aeroporto de Moscou em agosto do ano passado, depois da pista dada pela Interpol. Um tribunal colombiano sentenciou Klein à revelia a 10 anos de prisão em 2001 por treinar paramilitares em "técnicas terroristas". Ele também foi acusado de trabalhar como mercenário para o cartel de drogas de Medellín nos anos 1980, acusação que ele nega. Uma porta-voz da corte disse que Klein, reservista tenente-coronel israelense, agora tem 10 dias para apelar à Suprema Corte. Se ele não fizer isso, a extradição será cumprida. A Colômbia pediu à Rússia que extraditasse Klein para que ele cumprisse a sentença no país andino, onde o desarmamento de paramilitares ilegais tem ajudado a aliviar anos de violência. A ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, fez lobby com seu colega russo Sergei Lavrov há dois meses, para que Klein fosse transferido para sua terra natal em vez de ser extraditado, informou o Jerusalem Post em seu site. O movimento paramilitar na Colômbia começou nos anos 1980, quando ricos proprietários de terra se juntaram para se proteger contra ataques, sequestros e extorções das guerrilhas de esquerda nas áreas rurais. Mas as milícias logo começaram a traficar drogas e fazer sequestros também, tomando terras e assassinando camponeses em nome da contra-insurgência. Auxiliado com milhões de dólares de fundos norte-americanos, o presidente colombiano Alvaro Uribe lidera uma sanção severa sobre os rebeldes e negocia o desarmamento do movimento paramilitar. Os rebeldes continuam lutando, financiados com o dinheiro do tráfico.

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