Rússia faz apelo por negociações na Líbia; alerta sobre Síria

A Rússia pediu nesta sexta-feira que as negociações entre os rebeldes líbios e o governo de Muammar Gaddafi sejam realizadas o mais rápido possível, e ressaltou a oposição de Moscou a qualquer interferência estrangeira na Síria ou em outros países da região.

REUTERS

13 de maio de 2011 | 10h16

Em comentários no Cazaquistão, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, também disse que o Irã deve participar de uma "conversa séria" com as potências globais para tranquilizar as preocupações de que o país estaria desenvolvendo armas nucleares, segundo agências de notícias russas.

O ministro disse que as negociações da Rússia com o Ocidente sobre a cooperação europeia em defesa antimíssil estavam ocorrendo lentamente e sugeriu maior iniciativa política por parte do governo do presidente dos EUA, Barack Obama, para que houvesse progresso antes da cúpula do G8 ainda neste mês.

"Não queremos que o cenário da Líbia se repita -- sem mencionar que a própria situação na Líbia deve ser trazida para um canal político o mais rápido possível", disse Lavrov a jornalistas russos, segundo a Interfax.

"É necessário utilizar os serviços do enviado especial do secretário-geral da ONU e as propostas de mediação da União Africana para sentar e buscar um acordo sem qualquer condições", afirmou.

Ele sugeriu que a resolução do conflito conduziria a um novo governo, mas que as negociações com o governo de Gaddafi eram inevitáveis.

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