Rússia inicia interrogatório de presos de guerra georgianos

Dmitri Medvedev ordenou a abertura dos procedimentos para 'documentar o genocídio na Ossétia do Sul'

Efe,

13 de agosto de 2008 | 04h21

A Promotoria russa iniciou nesta quarta-feira, 13, os interrogatórios dos prisioneiros de guerra georgianos para documentar os crimes cometidos pelo Exército da Geórgia contra a população civil na Ossétia do Sul.   Veja também: Capital da Ossétia do Sul tem noite tranqüila após fim de conflito Nas ruas de Gori, um retrato da destruição Geórgia aceita versão modificada do plano de cessar-fogo Georgianos protestam contra ofensiva russa  Refugiados chegam a 100 mil, diz ONU Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia   "Os investigadores começaram hoje (quarta-feira) a interrogar os soldados georgianos em Vladikavkaz, capital da república russa da Ossétia do Norte", informou Vladimir Markin, porta-voz da Promotoria.   O presidente russo, Dmitri Medvedev, ordenou à Promotoria que abra os procedimentos necessários para "documentar o genocídio do povo da Ossétia do Sul pelas tropas georgianas".   Apesar de a Ossétia do Sul ser um território que pertence à Geórgia, a Promotoria assegurou nesta quarta que a legislação russa permite abrir ações judiciais contra estrangeiros que tenham cometido crimes contra os interesses da Federação Russa.   "O artigo 12 do Código Penal contempla a possibilidade de começar expedientes penais contra as pessoas que tenham cometido crimes fora das fronteiras da Rússia", assinalou um representante da Promotoria à agência Interfax.   A acusação russa se baseará nos testemunhos e no material recolhido pelos funcionários da Promotoria russa durante a investigação sobre os crimes cometidos contra a população da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, e outras localidades da região.   Segundo a fonte, o caso poderia ser levado tanto a tribunais internacionais quanto perante a Justiça russa, já que a maioria da população da Ossétia tem cidadania russa.   Os líderes separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia acusaram nesta quarta-feira Mikhail Saakashvili de "genocídio", e afirmou que deve comparecer perante um "tribunal internacional".

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