Rússia mostra-se preocupada com uso 'indiscriminado' da força na Líbia

Putin e Medvedev negam divergência de opinião sobre conflitos no país africano

Reuters

22 de março de 2011 | 18h58

MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse nesta terça-feira, 22, ao secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, que a Rússia está preocupada com a possível morte de civis no que ele chamou de uso "indiscriminado" da força na Líbia, informou o Kremlin.

 

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"Medvedev expressou sua preocupação sobre como a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para impor uma zona de exclusão aérea está sendo implementada, (e) possíveis mortes entre a população civil em conexão com o uso indiscriminado da força pela aviação", disse o Kremlin.

Na Eslovênia, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, declarou que todos os responsáveis por vitimar civis na Líbia deveriam rezar pela salvação de suas próprias almas.

Putin também rejeitou que houvesse um conflito com Medvedev sobre a resolução do conselho da Organização das Nações Unidas que autorizou uma intervenção armada na Líbia, dizendo que o presidente é responsável pela política externa.

Rússia, Brasil, China, Índia e Alemanha se abstiveram na votação da resolução na semana passada, enquanto 10 países votaram a favor da intervenção na Líbia, que teve início no sábado.

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