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Rússia não instalará míssil se EUA desistirem de escudo

Medvedev se mostra pronto para abandonar projeto se Obama fizer o mesmo com sistema de defesa na Europa

Reuters,

13 de novembro de 2008 | 08h04

A Rússia pode cancelar seu plano de posicionar mísseis na fronteira com a Polônia se o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, abandonar os planos americanos para um sistema de defesa antimísseis no Leste Europeu, segundo afirmou o presidente Dmitri Medvedev. Em uma entrevista ao diário francês Le Figaro publicada nesta quinta-feira, 13, Medvedev disse que Moscou teve outra opção senão apresentar uma reação ao projeto americano de instalar uma rede de mísseis e sistemas de radares na fronteira russa. A Rússia escolheu para a instalação das armas sua porção de território mais próxima da Europa, um pequeno enclave na costa do Báltico chamado Kaliningrado, separado do território russo por cinco ex-repúblicas soviéticas, na fronteira com a Polônia. Ao anunciar os planos, na semana passada, Medvedev disse que essas foram "medidas forçadas" pelos próprios Estados Unidos. "Porém, estamos prontos para abandonar esta decisão de posicionar os mísseis em Kaliningrado se o novo governo americano, assim que analisar a utilidade real de um sistema para responder aos 'estados rebeldes', decidir abandonar o sistema antimísseis", afirmou ao Le Figaro. "Estamos prontos para negociar uma 'opção zero'. Estamos prontos para considerar um sistema de segurança global com os EUA, os países da União Européia e a Federação Russa", manifestou. Washington afirma que o sistema de defesa de mísseis que planeja instalar na Polônia e na República Checa é necessário para proteger os EUA contra ataques com foguetes dos países que qualifica como Estados rebeldes, entre eles o Irã. A Rússia acredita que o projeto é uma ameaça contra sua segurança e anunciou seus planos de instalar os mísseis no dia da vitória de Obama. "Esperamos construir relações francas e honestas com o novo governo e resolver os problemas que não pudemos resolver com a administração atual", declarou o líder russo.

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