Rússia nega chantagem energética com vizinhos

Área é promissora para pesquisas e pode contar com cerca de 10 bilhões de toneladas de petróleo e gás

MANNY MOGATO, REUTERS

03 de agosto de 2007 | 09h22

A Rússia não está usando seu gás e seu petróleo para chantagear seus vizinhos e, pelo contrário, pretende oferecer seus recursos energéticos ao mundo, disse o chanceler do país na sexta-feira.     Veja também:    Submarino finca bandeira russa no leito do Pólo NorteSergei Lavrov também defendeu a colocação de uma bandeira russa no fundo do mar exatamente sobre o Pólo Norte, nesta semana. A expedição foi criticada no exterior porque seria um golpe destinado a reivindicar aquele território ártico, rico em gás e petróleo."Não estamos atirando bandeiras por aí", disse Lavrov a jornalistas durante visita às Filipinas. "Mas é uma tradição que, sempre que um explorador chega a uma terra desconhecida, ele instala sua bandeira aí. É assim que é, é assim que aconteceu na Lua."Antes, Lavrov desafiou os críticos a provarem que Moscou usa seus recursos energéticos como arma para se impor a outros países. Mas ele não citou diretamente a disputa com Belarus envolvendo uma dívida de meio bilhão de dólares pelo fornecimento de gás."Não confiem nos que dizem que a Rússia está usando suas exportações de hidrocarbonetos para chantagear outros países", disse Lavrov a uma platéia de empresários. "Isso simplesmente não é verdade. Nunca violamos uma só obrigação com países que importam nossa energia. Desafio todos os que nos acusam de chantagem energética a apresentar um só fato."De acordo com o ministro, o governo se compromete com um fornecimento estável de gás e petróleo para todos os países "não só para nossos amigos e aliados".Na sexta-feira, Belarus evitou um corte de gás ao pagar uma parte da sua dívida, mas Moscou manteve a pressão, exigindo o pagamento total até o final da semana.Segundo Lavrov, a economia russa cresceu uma média de 7% ao ano nos últimos seis anos. Para ele, o país se recuperou das turbulências políticas e econômicas da década passada graças ao preço elevado dos combustíveis, mas "desses 7%, só 2% são contabilizados por preços favoráveis do petróleo e do gás", disse Lavrov, que foi a Manila para um fórum sobre segurança."O resto do crescimento foi obtido por vários fatores, inclusive reformas estruturais e gastos do consumidor." Ele previu crescimento de mais 7% neste ano.

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