Rússia nega intenção de desestabilizar a Ucrânia

O chanceler russo, Sergei Lavrov, rejeitou nesta terça-feira as acusações norte-americanas de que Moscou estaria tentando desestabilizar a Ucrânia, e disse que a situação só poderá melhorar se Kiev levar em conta os interesses das regiões russófonas.

Reuters

08 de abril de 2014 | 09h30

Por causa da Ucrânia, as relações entre EUA e Rússia mergulharam na sua pior crise desde o fim da Guerra Fria. No mês passado, Moscou anexou a península da Crimeia, alegando a necessidade de salvar seus cidadãos da ameaça de líderes direitistas em Kiev.

Na segunda-feira, o secretário norte-americano de Estado, John Kerry, alertou Lavrov de que a Rússia sofrerá consequências se desestabilizar mais a Ucrânia.

Mas, numa entrevista coletiva ao receber seu colega angolano, Georges Chikoti, Lavrov disse que "ninguém deveria tentar colocar a culpa nos outros".

Na terça-feira o governo ucraniano tentava restaurar a ordem em cidades do leste do país onde multidões pró-Moscou ocupam edifícios públicos desde domingo. A Ucrânia diz que a Rússia orquestrou essas ações para tentar desmembrar a Ucrânia.

O Departamento de Estado disse após a conversa telefônica entre Lavrov e Kerry que os dois ministros discutiram a convocação de uma reunião entre Ucrânia, Rússia, EUA e União Europeia para tentar acalmar a situação nos próximos dez dias.

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