Rússia nega visto para chefe do Human Rights Watch

A Rússia negou um visto de entrada parao chefe do Human Rights Watch, impedindo a planejada viajem deKenneth Roth ao país para divulgar um relatório de direitoshumanos crítico a Moscou, disse o grupo nesta quarta-feira. O Human Rights Watch, uma organização de defesa dosdireitos humanos com sede em Nova York, disse que seudiretor-executivo foi o primeiro membro de seu quadro defuncionários a ter um visto de entrada na Rússia negado desde ocolapso da União Soviética. O grupo uniu-se a outras entidades do tipo para desferirataques contra o que interpreta como a deterioração do respeitoaos direitos humanos dentro da Rússia, durante os oito anos degoverno do presidente Vladimir Putin. Putin deve deixar o cargo depois da eleição presidencial demarço, um pleito que, segundo se prevê, será vencido pelo homemescolhido pelo atual líder russo para sucedê-lo, DmitryMedvedev. "O Ministério das Relações Exteriores (da Rússia) sabia queeu pretendia viajar para realizar uma entrevista coletiva. Oórgão citou uma variada gama de motivos para não me conceder ovisto", disse Roth, por telefone desde Nova York, a repórterespresentes em Moscou para a entrevista coletiva. "Essa é a primeira vez que o Human Rights Watch teverecusado um visto pela Rússia desde o fim da União Soviética". "E é também a primeira vez que eu não consigo o visto de umpaís desde que, em 1997, a Nigéria de Sani Abacha recusou-se apermitir minha entrada lá", afirmou. Não foi possível encontrar nenhum representante dachancelaria russa para se manifestar sobre o caso. Roth pretendia viajar até Moscou a fim de apresentar umdocumento de 72 páginas que acusa as autoridades russas deusarem leis aprovadas recentemente para impedir a atuação degrupos da sociedade civil no país com os quais o governo russonão concorda. (Reportagem de Chris Baldwin e Nikolai Isayev)

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