David Mdzinarishvili/Reuters
David Mdzinarishvili/Reuters

Rússia ordena a expulsão de 23 diplomatas britânicos

Eles foram declarados 'personas non gratas' e serão expulsos no prazo de uma semana da embaixada do Reino Unido em Moscou

O Estado de S.Paulo

17 Março 2018 | 11h49
Atualizado 19 Março 2018 | 15h55

MOSCOU - A Rússia ordenou neste sábado, 17, que 23 diplomatas britânicos sejam expulsos do país, em represália a uma medida idêntica tomada pelo Reino Unido na semana passada. Eles têm uma semana para deixar o país.

+ May promete resposta apropriada em envenenamento de ex-espião russo

O governo britânico, apoiado por EUA, França e Alemanha, acusa Moscou de ter envenenado no dia 4 o ex-espião russo Serguei Skripal, de 66 anos, e sua filha Yulia, de 33, no que foi considerado por Londres um ataque com arma química. Um policial também foi contaminado pela substância. 

Moscou escolheu o mesmo número de funcionários para expulsão, a fim de reforçar o argumento de que não começou a crise diplomática, mas acrescentou punições paralelas. Uma delas foi a suspensão da atividade em território russo do British Council (Conselho Britânico), instituto público cujo objetivo declarado é divulgar a língua e a cultura inglesa no exterior. Moscou também retirou a autorização para a abertura de um consulado em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.

A medida russa marca uma escalada no isolamento da Rússia. O chanceler britânico, Boris Johnson, acusou diretamente o presidente russo, Vladimir Putin, de ter autorizado o envenenamento com o produto químico novichok. Especialistas dizem que a substância só poderia ter sido produzida na Rússia, que por sua vez acusa EUA e Reino Unido de sintetizarem o agente químico.

+ Polícia britânica investiga procedência do agente químico usado contra ex-espião russo

O Reino Unido afirmou ontem que já esperava uma resposta deste tipo por parte da Rússia e anunciou que Londres estudará novas medidas nesta semana./ EFE e REUTERS

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.