Rússia pede participação igual em sistema antimísseis europeu

O presidente russo, Dmitry Medvedev, pediu novamente neste sábado que seu país tenha uma participação equivalente no sistema europeu de defesa de mísseis, revivendo uma disputa que tem complicado as relações com Washington há anos.

REUTERS

14 de maio de 2011 | 18h06

"Um sistema de defesa antimísseis europeu pode se tornar realmente efetivo e sustentável somente com uma participação equivalente da Rússia", disse o serviço de relações públicas do Kremlin em comunicado, citando uma carta enviada por Medvedev a membros do conselho Otan-Rússia.

Em novembro, depois de anos de desentendimentos, a Otan e a Rússia concordaram em criar um sistema de defesa comum antimísseis contra países vistos pelo ocidente como ameaças, como o Irã.

Mas a Rússia e a Otan continuam a disputar a implementação do sistema. Enquanto a Otan gostaria de desenvolver um sistema separadamente da Rússia e trocar informações, a Rússia quer desenvolver um sistema conjunto.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agradou a Rússia em 2009 ao interromper tentativas anteriores de criar interceptadores de mísseis de longo alcance na Polônia e um radar poderoso na República Tcheca. Os Estados Unidos disseram que planejam instalar interceptadores de curto alcance no Leste Europeu.

Uma decisão inesperada de Washington de instalar interceptadores anti-mísseis na Romênia deixou autoridades russas indignadas. Segunda elas, Obama estava avançando com planos de um escudo anti-mísseis apesar das promessas de cooperação com Moscou.

O comunicado de Medvedev neste sábado aconteceu duas semanas antes de Obama fazer uma visita à Polônia, na qual espera-se que ele confirme o envio de aviões-caça norte-americanos para o país e discuta a instalação de interceptadores de mísseis no país.

(Por Lidia Kelly)

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