Rússia pede unidade na luta contra terroristas, diz ministério

A Rússia comparou nesta segunda-feira os dois ataques suicidas com bombas no sul da cidade de Volgogrado aos perpetrados por militantes nos Estados Unidos, Síria e outros países e pediu solidariedade internacional na luta contra "terroristas".

Reuters

30 de dezembro de 2013 | 13h13

"Nós não vamos recuar e vamos seguir com nossa luta consistente contra um inimigo insidioso que só pode ser derrotado (se agirmos) juntos", disse o Ministério de Relações Exteriores em comunicado.

Não foi apontado nenhum grupo específico como culpado pelos ataques, mas o comunicado diz que servem como pano de fundo as ameaças de militantes como Doku Umarov, líder de uma insurgência islamista do norte do Cáucaso que conclamou combatentes a agir para evitar que a Rússia realize os Jogos Olímpicos de Interno em fevereiro.

Nesta segunda, uma bomba destruiu um ônibus em Volgogrado, matando 14 pessoas, no segundo atentado atribuído a militantes suicidas nessa cidade do sul da Rússia em menos de 24 horas.

No domingo, um ataque semelhante matou pelo menos 17 pessoas na principal estação ferroviária da cidade, uma espécie de portal para a fatia de território russo que fica entre os mares Negro e Cáspio e as montanhas do Cáucaso.

Os ataques acirram os temores de que militantes islâmicos poderão tentar perturbar a Olimpíada de Inverno de Sochi.

Depois do atentado da segunda, ocorrido na hora de maior movimento matinal, o presidente Vladimir Putin determinou medidas nacionais para reforçar a segurança.

(Texto de Steve Gutterman)

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