Rússia prende três por ligação com atentado em Moscou, diz mídia

Explosão no aeroporto Domodedovo matou 36 pessoas; terrorista morreu no ataque

Reuters

09 de fevereiro de 2011 | 16h58

MOSCOU - O irmão e a irmã do suposto suicida que matou 36 pessoas no aeroporto mais movimentado da Rússia foram detidos por ajudá-lo, junto a um terceiro cúmplice, afirmou a mídia russa na quarta-feira, 9.

As autoridades disseram que Magomed Yevloyev, de 20 anos, da Inguchétia, região muçulmana no Cáucaso do Norte, foi o homem-bomba que detonou os explosivos no aeroporto Domodedovo, em 24 de janeiro.

Seu irmão Akhmed, de 16 anos, e a irmã Fátima, de 22, foram detidos, afirmou a Itar-Tass, citando investigadores. Também foi preso Akhmed Aushev, um morador da mesma comunidade, Ali-Yurt, a sudeste de Nazran, maior cidade da Inguchétia.

"Eles ajudaram Magomed Yevloyev a preparar sua bomba", afirmou uma fonte no comitê de investigação, segundo a agência de notícias. A Interfax disse que o trio seria enviado para Moscou, onde serão questionados. O escritório do Ministério do Interior na Inguchétia não comentou o caso.

Uma década depois que tropas russas expulsaram os separatistas da Chechênia na segunda de duas guerras, o Cáucaso do Norte sofre com uma violência quase que diária, envolvendo rebeldes que lutam por um Estado islâmico independente.

Doku Umarov, líder rebelde islâmico da Rússia, disse anteriormente nesta semana ter ordenado o ataque devastador contra o aeroporto, o segundo na capital russa em 10 meses. Ele prometeu espalhar "sangue e lágrimas" no interior da Rússia até as eleições presidenciais de 2012.

Apesar de o Daguestão ser agora amplamente visto como o epicentro da insurgência, a empobrecida Inguchétia - território situado ao lado da Chechênia - também está cercada pela violência.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse às autoridades de segurança que o terrorismo é a maior ameaça do país.

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