Rússia quer acordo sobre escudo antimíssil em reunião nos EUA

Vice-ministros do Exterior e da Defesa dos dois países devem buscar consenso em dois dias de negociações

Efe,

30 Julho 2007 | 19h06

A Rússia espera que "um acordo alinhado com as posturas russas" na reunião que começa nesta segunda-feira em Washington com os Estados Unidos sobre os planos americanos de instalar um escudo antimísseis no Leste Europeu.   O ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, fez a afirmação em reunião com o presidente, Vladimir Putin, segundo as agências de notícias russas.   Nas consultas, que acontecerão a portas fechadas nos próximos dois dias, vice-ministros do Exterior e de Defesa de ambos os países tentarão aproximar posições na cooperação antimísseis.   Entre outras coisas, serão abordadas as iniciativas de Putin em relação à inclusão em um sistema conjunto de controle de mísseis no radar do Azerbaijão e o de Armavir, que a Rússia está construindo na região de Krasnodar, no Cáucaso.   A Rússia quer que os EUA interrompam os planos enquanto os países mantiverem as consultas. Também quer os países da Otan se juntem às negociações.   O Kremlin considera que o posicionamento de radares e mísseis interceptores na República Checa e Polônia é uma ameaça direta para a segurança russa.   Os ministros do Exterior e de Defesa dos dois países (secretário de Estado e chefe do Pentágono no caso dos EUA) prosseguirão as consultas após setembro, mas os analistas não se mostram otimistas.   Por enquanto, as propostas de Putin de compartilhar a estação de radar de Gabalá, perto da fronteira do Irã, e a de Armavir, no Cáucaso, não foram aceitas no Governo americano.   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seu colega polonês, Lech Kaczynski, defenderam o posicionamento do escudo no Leste Europeu durante a última reunião em Washington.   Putin, que tinha advertido que os planos de Washington não ficariam sem resposta, suspendeu no dia 14 por decreto a adesão da Rússia ao tratado de Forças e Armas Convencionais na Europa (Face), outrora considerado a pedra angular da segurança no continente.

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