Rússia quer reunião internacional para salvar plano para Síria

O chanceler russo, Sergei Lavrov, propôs na quarta-feira uma ampla reunião internacional, incluindo Irã e Turquia, para discutir a crise na Síria e resgatar as chances de sucesso do plano de paz mediado pelo enviado Kofi Annan.

REUTERS

06 de junho de 2012 | 10h14

"Acreditamos que seja necessário montar uma reunião de países com influência real sobre diferentes grupos da oposição. Não há tantos", disse Lavrov durante visita a Pequim.

"São todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, países importantes na região, é a Turquia; não se deve esquecer o Irã, a Liga Árabe, a Organização da Conferência Islâmica; a UE poderia contribuir, eu acho."

Ele disse que essa reunião seria "diferente das reuniões dos Amigos da Síria, que são devotadas a apoiar o Conselho Nacional da Síria e suas exigências radicais -seria para que todos os atores externos concordem, honestamente e sem duplos padrões, em cumprir o plano de Kofi Annan, porque todos nós o apoiamos".

Rússia e China têm usado seu poder de veto no Conselho de Segurança para impedir qualquer tipo de punição a seu aliado Bashar al Assad, presidente da Síria, cujas forças são acusadas pela ONU de já terem matado mais de 10 mil pessoas em 15 meses de repressão a protestos pró-democracia.

Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, propôs neste ano um plano de paz que incluía um cessar-fogo, a desmilitarização de áreas urbanas e o início de um diálogo político. O plano entrou em vigor em abril, mas vem sendo repetidamente descumprido desde então.

(Reportagem de Gleb Bryanski)

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