Rússia quer usar força para conter piratas nas águas da Somália

A Rússia, que enviou um navio de guerra à costa da Somália para combater piratas, pediu à nação africana, nesta quinta-feira, uma carta branca para o uso da força em seu território marítimo. No mês passado, Moscou enviou a fragata "Neustrashimy" ("Sem Medo") para o Golfo de Aden. A Marinha da Rússia disse que havia perigo de pirataria marítima, porém alguns observadores dizem que o Kremlin está usando a Marinha para projetar seu poder. "Para garantir a liberdade das ações contra a pirataria diretamente nas águas territoriais somalianas, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu um acordo com o Governo Federal Interino da República da Somália para que dê à Federação Russa status de 'Estado colaborador'", disse o Ministério em um comunicado. "Em cooperação com outras nações, a Rússia pretende tomar todas as medidas sancionadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para melhorar a situação marítima nesta região. O navio de guerra russo Neustrashimy já está a caminho do local". O Golfo de Aden e a costa leste da Somália são o lugar preferido dos piratas, com um terço de todos os ataques a navios dos primeiros nove meses de 2008 tendo acontecido nesses locais, informou o Escritório Internacional Marítimo, na quinta-feira. No maior dos casos, as negociações de resgate ainda continuam, depois que piratas sequestraram um navio ucraniano, o MV Faina, que carregava 33 tanques T-72 e outros armamentos. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que está "profundamente preocupado" com o destino dos tripulantes, entre os quais três cidadãos russos. Um deles -- o capitão do navio -- morreu de uma doença cardiovascular, no cativeiro. Neste mês, a Otan mandou navios de guerra à região para ajudar a controlar a pirataria e proteger os navios da ONU com itens humanitários. (Por Dimitry Solovyov)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.