Rússia reage à crítica de Hillary sobre posição para Síria

A Rússia reagiu nesta sexta-feira às críticas dos Estados Unidos à sua posição em relação ao conflito na Síria, dizendo que a sugestão de Washington de que Moscou deveria "pagar um preço" por ajudar o presidente Bashar al-Assad a se manter no poder é "incorreta".

Reuters

06 de julho de 2012 | 14h13

O vice-primeiro-ministro russo, Gennady Gatilov, declarou à agência de notícias Interfax que a afirmação da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, contraria a estratégia para pôr fim ao derramamento de sangue na Síria, definida em comum acordo pelas potências mundiais no sábado, em Genebra.

A Rússia, sensível à interferência externa em qualquer Estado soberano, fez pressão nas conversas em Genebra contra quaisquer esforços de outras potências para incluir uma precondição que teria excluído Assad de um governo de unidade nacional.

"A afirmação (de Hillary) foi incorreta", disse Gatilov, segundo a Interfax. "O que nos preocupa mais do que qualquer coisa é que esse tipo de comentário vai contra o documento final das conversas de Genebra, cuja adoção foi aprovada com a participação da secretária de Estado dos EUA."

As declarações de Hillary mostram o fosso entre as posições dos países ocidentais e árabes, de um lado, e Rússia e China, de outro.

(Reportagem de Alissa de Carbonnel)

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