Rússia recebe cessar-fogo com assinatura de Saakashvili

Russos haviam informado que não assinariam o plano europeu até que a parte georgiana o fizesse

Efe,

16 de agosto de 2008 | 06h11

A Chancelaria russa afirmou neste sábado, 16, ter recebido uma cópia do documento do plano de regra do conflito na Geórgia com a assinatura do presidente georgiano, Mikhail Saakashvili. Veja também:Geórgia aceita permanência de tropas russas Ação militar da Rússia é 'inaceitável', diz BushRússia irá assinar cessar-fogo, diz SarkozyRússia: escudo agrava relações com os EUA Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia Cronologia dos conflitos na Geórgia "Recebemos uma cópia do acordo. Traz a assinatura de Saakashvili. A parte americana nos enviou por fax", informou um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores russo à agência Interfax. A Chancelaria acrescentou que o documento é "análogo" ao assinado na quinta-feira no Kremlin pelos líderes separatistas da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, e abkhaze, Serguei Bagapsh. O Kremlin informou nesta sexta-feira que a Rússia não colocaria sua assinatura no plano europeu - na qualidade de mediador, junto à União Européia (UE) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) -, até que a parte georgiana não o fizesse. O plano de regra patrocinado pela Presidência francesa da UE inclui o cessar-fogo, a renúncia ao uso da força e o livre acesso à ajuda humanitária, assim como o retorno das Forças Armadas da Geórgia a seu lugar habitual. Além disso, as tropas russas serão retiradas para a linha que existia antes da explosão do conflito, embora poderão tomar medidas de segurança adicionais até a criação dos correspondentes mecanismos internacionais. Por último, será iniciado um debate internacional para decidir os mecanismos para garantir a segurança de ambas as regiões separatistas georgianas. Este último ponto levantou interpretações diferentes, pois a Geórgia vê nele a promessa de uma força de paz internacional, enquanto Moscou considera que assim se reconhece a necessidade de buscar um novo status para as regiões separatistas. "O plano não prevê um novo status político da Abkházia e da Ossétia do Sul, pois seu contexto se baseia nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU que reconhecem a integridade territorial da Geórgia", que formalmente a Rússia também aceita, disse Rice. Em qualquer caso, o presidente russo, Dmitri Medvedev, assegurou na véspera que "depois do ocorrido, dificilmente ossetas e abkhazes poderão viver em um mesmo estado com os georgianos".

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