Rússia reclama à Otan sobre produção sem licença de Kalashnikovs

A Rússia acusou na quinta-feira aOrganização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de ignorar aexistência de fábricas, em alguns de seus países-membros, queproduziriam o fuzil de design soviético Kalashnikov sem pagarlicença. O país ameaçou buscar compensações. Os fuzis são uma das exportações tecnológicas de maiorsucesso da Rússia. A arma conquistou status de ícone bélicodesde o início de sua produção em série, em 1947. O novo enviado da Rússia à Otan, Dmitry Rogozin, reiterouacusações de que o fuzil, também conhecido como AK-47, é umitem de exportação tão bem-sucedido que empresas estatais deex-aliados comunistas da União Soviética, e atualmente membrosda aliança militar, estão copiando o design da arma semlicença. "Precisamos descobrir quanto dinheiro a Federação Russa e acompanhia que produz os originais perderam", disse Rogozindurante uma entrevista coletiva em Moscou sobre as relaçõesRússia-Otan. "Se descobrirmos que a Rússia precisa ser compensada, entãoo assunto será discutido." O jovem soldado do Exército Vermelho Mikhail Kalashnikovprojetou o fuzil enquanto se recuperava de ferimentos sofridosna Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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