Rússia retomará patrulhas aéreas da Guerra Fria, diz Putin

Bombardeiros estratégicos sobrevoaram grandes extensões dos Oceanos Atlântico, Pacífico e Ártico

Associated Press e Agência Estado,

17 de agosto de 2007 | 14h30

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta sexta-feira, 17, que ordenou às Forças Armadas de seu país a retomada das patrulhas aéreas de longo alcance com bombardeiros estratégicos, uma prática da época da Guerra Fria, informaram agências russas de notícias.   Coincidindo com a realização pela primeira vez de manobras militares conjuntas entre a Rússia e a China em território russo, Putin disse que a suspensão dos vôos de longo alcance dos bombardeiros depois do colapso soviético afetou a segurança da Rússia porque outras nações continuaram com tais missões - uma referência velada aos Estados Unidos.   "Tomei a decisão de retomar os vôos regulares da aviação estratégica da Rússia", teria dito Putin. "Assumimos que nossos parceiros verão a retomada dos vôos da aviação estratégica da Rússia com o devido grau de compreensão", acrescentou.   As manobras militares nos Montes Urais russos tiveram início nesta sexta ao mesmo tempo em que a Força Aérea da Rússia anunciava que seus bombardeiros estratégicos voaram várias missões alcançando grandes extensões dos oceanos Atlântico, Pacífico e Ártico. Putin precisou que 20 bombardeiros estiveram envolvidos nas missões.   "A partir de hoje, tais missões serão regulares", frisou Putin. "Nossos pilotos ficaram presos ao solo por tempo demais, eles estão felizes em começar uma nova vida".   Bombardeiros soviéticos voavam rotineiramente para áreas de onde poderiam eventualmente lançar mísseis de cruzeiro com ogiva nuclear contra os Estados Unidos. Mas após o debate econômico pós-União Soviética, os tais vôos foram suspensos.   Com o aumento do preço do petróleo nos últimos anos, a Rússia tem aumentado seu orçamento militar. "Desde 1992, a Federação Russa suspendeu unilateralmente os vôos da aviação estratégica para áreas remotas", disse Putin.   "Lamentavelmente, outras nações não seguiram nosso exemplo. Isto tem criado certos problemas para a segurança da Rússia".

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