Rússia se opõe a pedidos de EUA e UE por renúncia de Assad

Chancelaria russa disse que Assad precisa de mais tempo para pôr em prática as reformas que propôs

STEVE GUTTERMAN, REUTERS

19 de agosto de 2011 | 08h25

MOSCOU - A Rússia se opõe aos pedidos dos Estados Unidos e da União Europeia de renúncia do presidente sírio, Bashar al-Assad, e acredita que ele precisa de mais tempo para pôr em prática as reformas que propôs, disse nesta sexta-feira, 19, uma fonte do Ministério de Relações Exteriores russo.

 

 

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"Nós não apoiamos esses chamados e acreditamos que é necessário agora dar ao regime do presidente Assad tempo para implementar todos os processos de reforma que foram anunciados", disse a fonte, segundo a agência de notícias russa Interfax.

A posição da Rússia a deixa firmemente contra o Ocidente, que vem aumentando a pressão sobre Assad pela violenta repressão do governo sírio contra manifestantes que há cinco meses pedem o fim de seu regime.

Na quinta-feira o presidente dos EUA, Barack Obama, e a União Europeia fizeram sua primeira exigência explícita de renúncia de Assad. Nações ocidentais disseram que vão preparar uma resolução contra a Síria para ser apresentada ao Conselho de Segurança (CS) da ONU.

A Rússia, que tem poder de voto no CS, por ser membro permanente, tem dito que não apoiará uma resolução contra a Síria, mas aprovou um comunicado em 3 de agosto que criticava a violência e pedia o fim da repressão.

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