Rússia veta 18 americanos em retaliação por lista Magnitsky

Moscou afirmou neste sábado que Washington deu um sério golpe nas suas relações, ao proibir a entrada nos EUA de 18 russos supostamente acusados de abuso dos direitos humanos e, em retaliação, proibiu 18 americanos de entrarem na Rússia.

STEVE GUTTERMAN, Reuters

13 de abril de 2013 | 13h16

A administração do presidente americano Barack Obama publicou na sexta-feira uma lista de 18 pessoas sujeitas a terem seus vistos negados e seus bens congelados nos EUA, sob o ato legislativo Magnitsky Act, aprovado pelo Congresso no ano passado.

"Sob a pressão de membros "russofóbicos" ou anti-russos, membros do congresso americano, deram um poderoso golpe nas relações bilaterais e na confiança mútua," disse um comunicado do Ministério do Exterior russo.

A lista negra mútua pode enfraquecer as esperanças expressas publicamente por ambos os lados de reabilitar um relacionamento cada vez mais tenso, desde que o presidente Vladimir Putin voltou ao Kremlin em maio passado.

O consultor de segurança nacional de Obama terá uma reunião na segunda-feira com altos funcionários em Moscou - o contato cara a cara do mais alto nível, desde que o presidente americano começou seu segundo mandato em janeiro.

O Ministério do Exterior russo fez uma lista de 18 americanos sujeitos a terem seu visto negado e bens congelados, de acordo com uma lei de retaliação que Putin assinou em dezembro, que permite tais medidas contra americanos acusados de supostamente terem violado os direitos humanos de cidadãos russos no exterior.

A lei também proíbe a adoção de crianças russas por americanos.

Os americanos banidos pela Rússia incluem dois funcionários da administração do presidente George W. Bush, que o ministério disse que estavam ligados à "legalização e aplicação de tortura" - David Addington, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, e John Choon Yoo, um ex-advogado do Departamento de Justiça.

A lista dos EUA inclui 16 pessoas ligadas ao caso do informante russo Sergei Magnitsky, cuja morte na cadeia em 2009 enfatizou os riscos de desafiar o país russo e aumentou a preocupação dos EUA com os direitos civis e o estado de direito na Rússia.

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