Russos vão às urnas e previsão é de vitória de Putin

Os russos foram às urnas no domingo paravotar numa eleição parlamentar que é vista pela maioria como umreferendo sobre a atuação do presidente Vladimir Putin, e queocorre em meio a acusações da oposição de que as forçaspró-Kremlin têm vantagem injusta. Os institutos de pesquisas dizem que o partido RússiaUnida, de Putin, vai conquistar uma vitória arrasadora e obtermais de 60 por cento das cadeiras no Parlamento. Mais de 100milhões de russos têm direito a votar na eleição, realizada numdia de temperaturas abaixo do zero. A previsibilidade do resultado e a ausência de debatessobre questões importantes provocaram a apatia dos eleitores, oque motivou uma campanha oficial para aumentar o comparecimentoàs urnas. Putin, de 55 anos, é de longe o mais popular políticorusso, depois de presidir durante oito anos de boom econômico.Ele visa conservar sua influência depois de deixar aPresidência no início de 2008, e diz que uma manifestação clarados eleitores lhe dará esse direito. Os partidos de oposição, cada vez mais marginalizados,dizem que várias mudanças nas regras eleitorais, a coberturafortemente enviesada da mídia, casos repetidos de pressãogovernamental sobre os eleitores e a participação do próprioPutin na campanha tornaram o pleito injusto. "Esta é a eleição mais suja e irresponsável", disse ajornalistas o líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov,depois de votar em Moscou. "Se sob (o falecido presidente Boris) Yeltsin havia pelomenos duas maneiras de conseguir votos --a intimidação e afraude com os resultados--, hoje já criaram pelo menos 15maneiras de trair os eleitores e prendê-los numa armadilha." A divulgação de pesquisas de opinião foi proibida nos diasque antecederam o pleito, mas os institutos de pesquisa dizemque o Partido Comunista é o único além do Rússia Unida que tema garantia de conseguir mais do que 7 por cento dos votos, olimite necessário para ter direito a ocupar cadeiras na novaDuma. Putin declarou que a eleição será inteiramente democrática.Ele criticou estrangeiros por "enfiarem seus narizes" nosassuntos internos da Rússia e acusou os políticos da oposiçãode serem fantoches de potências ocidentais. O principal organismo ocidental de observação de eleições,ODIHR, não está monitorando a eleição, tendo desistido depoisde um desentendimento com Moscou em torno do atraso na emissãode vistos de entrada no país. Apenas cerca de 300 observadores estrangeiros, dos quaiscerca de metade vinda de ex-repúblicas soviéticas, foramcredenciados para acompanhar a eleição. O Kremlin diz que aobservação por monitores é desnecessária porque a Rússia tem osmais altos padrões de democracia.

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