Russos vão às urnas para escolher novo presidente

Os eleitores russos foram às urnas nodomingo para escolher um novo presidente, em uma eleição queprovavelmente dará a vitória ao sucessor favorecido pelopresidente Vladimir Putin, mas que está sendo criticada pelaoposição pela ausência de qualquer concorrência real. No maior país do mundo, até 109 milhões de eleitorescadastrados estavam participando da eleição, desde caçadores derenas no extremo norte, perto do Alasca, até nadadores no gelona Sibéria e soldados em bases militares de Moscou. As pesquisas de boca-de-urna e os primeiros resultadosoficiais estão previstos para logo após o fechamento das urnasna região com o 11o e último fuso horário da Rússia, o encraveeuropeu de Kaliningrado, perto da Polônia, às 20h pelo horáriolocal (15h em Brasília) neste domingo. O diretor da Comissão Eleitoral Central, Vladimir Churov,disse na TV estatal que o índice de comparecimento às urnas "emquase todas as partes da Rússia" foi três a cinco pontospercentuais maior que nas eleições parlamentares de dezembro,quando 63,78 por cento dos eleitores votaram. O candidato do Kremlin e vencedor quase certo, o primeirovice-primeiro-ministro Dmitry Medvedev, 42 anos, votou emMoscou na manhã do domingo com sua mulher Svetlana e disse ajornalistas: "Estou feliz. A primavera chegou." Putin, sorridente, votou em Moscou na Academia de Ciênciascom sua mulher, Lyudmila, mas não falou com os jornalistas. Políticos da oposição qualificaram a eleição de "farsa",dizendo que a cobertura parcial da imprensa e o assédio ao qualforam submetidos os candidatos rivais de Medvedev fizeram adisputa ser totalmente enviesada. Até mesmo a poderosa Igreja Ortodoxa russa deu seu apoiotácito a Medvedev. Medvedev se formou advogado e trabalhou com Putin na CâmaraMunicipal de São Petersburgo, 18 anos atrás, para entãosegui-lo ao Kremlin. "Votei em Medvedev. Acho que ele é jovem e inteligente eque vai trabalhar bem em parceria com Putin", disse ummoscovita de 70 anos que deu seu nome como sendo Georgy,enquanto depositava seu voto na urna. A maioria dos observadores ocidentais boicotou a eleiçãodevido a uma divergência com as autoridades eleitorais russassobre o número de observadores autorizados e a duração de suaestadia no país. Andreas Gross, chefe da única missão de observadoresocidentais, do Conselho da Europa, disse que falará nasegunda-feira sobre suas conclusões. Cerca de 300 observadoresforam cadastrados para monitorar a eleição. A maioria vem deex-repúblicas soviéticas ainda aliadas a Moscou.

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